Caso Master e Will Bank: como pedir ressarcimento de investimentos pelo FGC?

 




Caso Master e Will Bank: como pedir ressarcimento de investimentos pelo FGC? O ressarcimento de investimentos protegidos pelo FGC deve ser solicitado manualmente pelo credor; saiba como fazer. Com a liquidação extrajudicial de instituições financeiras, como ocorreu recentemente com o Banco Master e o Will Bank, uma dúvida comum entre investidores volta ganha destaque: o dinheiro investido está protegido? Se sim, como recebê-lo de volta? A proteção é feita pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O FGC é o mecanismo que preserva parte do patrimônio de investidores quando bancos ou financeiras sofrem intervenção ou liquidação. No entanto, essa proteção não é automática nem irrestrita, já que apenas determinados títulos são cobertos e existem limites bem definidos para o ressarcimento. Dentre os ativos protegidos pelo FGC estão depósitos à vista, poupança, CDBs, RDBs, LCIs e LCAs. Outros produtos financeiros ficam fora dessa cobertura, o que torna essencial entender as regras antes de investir. O que é FGC? O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada sem fins lucrativos, mantida por instituições financeiras, com o objetivo de proteger investidores e contribuir para a estabilidade do sistema financeiro nacional. Para os títulos cobertos, o FGC garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira. Além disso, existe um teto global de R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ a cada período de quatro anos. Em um cenário de crise sistêmica, portanto, o ressarcimento é limitado a esse valor máximo. Como pedir ressarcimento pelo FGC? O ressarcimento pelo FGC só pode ser solicitado em situações específicas, como liquidação extrajudicial da instituição financeira. Após o anúncio oficial da liquidação, a própria instituição envia ao FGC uma lista com os credores e os valores devidos — um processo que pode levar, em média, até 30 dias úteis. Com a liberação, o credor deve acessar o aplicativo do FGC (Android e iOS) ou a página web da entidade para solicitar o pagamento. O procedimento inclui o cadastro de uma conta bancária, validação biométrica e envio de documentos. Após a solicitação, a liberação costuma ocorrer em até 48 horas. No primeiro acesso à plataforma, é necessário realizar um cadastro informando dados como nome completo, data de nascimento, CPF, RG e telefone para contato. Em seguida, o sistema exibirá as instituições em regime especial com ressarcimento disponível, permitindo ao investidor solicitar o pagamento da garantia. Em suma, o processo é: Baixe o app ou acesse o site do FGC; Faça o cadastro na plataforma, incluindo a conta bancária em que deve ser feito o ressarcimento; Aguarde pela disponibilidade da lista de clientes fornecida pelo banco liquidado; Solicite o ressarcimento ao FGC. O valor é transferido diretamente para a conta bancária indicada, sem um prazo exato definido para a conclusão do pagamento. O processo pode ser acompanhado pelo app. Como pedir ressarcimento pelo FGC como Pessoa Jurídica? No caso de Pessoas Jurídicas, o pedido de ressarcimento deve ser feito por meio do Portal do Investidor. A solicitação precisa ser realizada pelo representante legal da empresa, e o pagamento é efetuado via transferência para uma conta corrente ou poupança vinculada ao mesmo CNPJ e em nome da companhia. Cuidado com golpes A crise gerada pela liquidação do Banco Master e, posteriormente, do Will Bank, colocou holofotes acerca do tema de investimento, ressarcimento de investimentos e outros assuntos relacionados ao mercado financeiro. É importantíssimo ficar atento para tentativas de golpes online. Não clique em links recebidos por e-mail, mensagem de texto ou SMS, mesmo que aleguem ser do FGC; Só baixe o app do FGC por plataformas oficiais (Play Store e App Store); Ao entrar no site do FGC, verifique a URL da página.


Fonte: TecMundo

Novos radares no Crato: tecnologia de ponta para multar, enquanto a segurança segue em segundo plano



Novos radares no Crato: tecnologia de ponta para multar, enquanto a segurança segue em segundo plano

 

A instalação de novos radares inteligentes na entrada e saída do Crato, ao longo da Avenida Padre Cícero, tem gerado mais indignação do que sensação de segurança entre motoristas e moradores da região do Cariri. Equipados com o que há de mais moderno em tecnologia de fiscalização eletrônica em 2026, os aparelhos chegam como um verdadeiro “presente” do Governo do Estado — mas para muitos, um presente de grego.

 

Os equipamentos utilizam tecnologia Doppler da marca Focalle, com sensores capazes de monitorar veículos a até 100 metros de distância, sem a necessidade de cabos no asfalto. Associados a câmeras de alta resolução com iluminadores infravermelhos, funcionam 24 horas por dia, em qualquer condição climática, seja chuva forte, neblina ou escuridão total.

 

Além do tradicional controle de velocidade, o sistema adota a chamada fiscalização por trecho, calculando a velocidade média entre dois pontos. Ou seja: não adianta frear em cima do poste. Se o motorista exceder a velocidade ao longo do trajeto, a multa vem — fria, automática e sem conversa.

 

O pacote tecnológico inclui ainda câmeras com Inteligência Artificial, capazes de identificar infrações que antes dependiam da presença de agentes de trânsito, como:

 

Uso de celular ao volante

 

Falta de cinto de segurança do motorista e passageiro

 

Avanço de sinal vermelho

 

Parada sobre a faixa de pedestres

 

Outro ponto que chama atenção é o sistema de leitura automática de placas (OCR/LPR), que em milissegundos cruza dados para identificar veículos com registro de roubo, IPVA vencido ou licenciamento atrasado, emitindo alertas imediatos às autoridades.

 

Tudo muito moderno. Tudo muito eficiente. Tudo muito caro para o bolso do cidadão comum.

 

O problema, segundo críticas recorrentes da população, é que enquanto o Estado investe pesado em equipamentos de fiscalização e arrecadação, a segurança pública continua patinando. Faltam policiamento ostensivo, iluminação adequada em diversos trechos urbanos, ações preventivas e políticas públicas eficazes para reduzir acidentes e criminalidade.

 

Para muitos caririenses, os radares não representam um avanço na segurança viária, mas sim mais um mecanismo para sangrar financeiramente quem já enfrenta desemprego, combustível caro e transporte precário.

 

Diante disso, fica a pergunta que ecoa nas ruas do Crato:

quando o Governo do Estado vai investir com o mesmo entusiasmo em segurança de verdade, e não apenas em máquinas de multar?

 

Parabéns ao governador Elmano de Freitas — não pela proteção à vida, mas por mais um equipamento altamente eficiente em punir o bolso do povo. Segurança que é bom, até agora, nada.