Resolução insere receita de pessoa física no limite de faturamento do MEI

 


A Resolução CGSN nº 183/2025 determina que receitas obtidas em CPF sejam somadas ao limite de faturamento do MEI; deputados articulam para revogar a medida.

 

O Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) publicou, em 13 de outubro de 2025, a Resolução nº 183/2025, que altera as regras de enquadramento do Microempreendedor Individual (MEI).

A norma determina que as receitas obtidas por meio de inscrições cadastrais distintas, como atividades realizadas em nome de pessoa física (CPF), devem ser incluídas no cálculo do limite de faturamento anual do MEI.

Na prática, a medida amplia o escopo de verificação da receita bruta do microempreendedor e impacta diretamente o valor máximo permitido para permanecer no regime do MEI.

 

O que muda com a nova regra do Comitê Gestor

 

Pela nova redação, o dinheiro recebido pelo empreendedor em seu CPF — por exemplo, em trabalhos autônomos ou prestação de serviços fora do CNPJ — passa a ser somado ao faturamento da empresa (CNPJ).

Essa unificação de receitas modifica o cálculo do limite de faturamento do MEI, que atualmente é de R$ 81 mil anuais, com uma margem de tolerância de até R$ 97,2 mil.

Antes da publicação da resolução, o faturamento considerado era exclusivamente o da atividade formalizada sob o CNPJ do MEI, sem levar em conta rendimentos obtidos em nome pessoal.

 

Com a mudança, qualquer valor recebido em inscrição distinta — ou seja, em outro CPF ou CNPJ vinculado à mesma pessoa — passará a compor o total de receitas brutas anuais para fins de enquadramento no regime.

 

Base normativa e atualização da Resolução nº 140/2018

A Resolução nº 183/2025 promoveu alterações na Resolução CGSN nº 140/2018, que consolida as normas gerais do Simples Nacional.

 

A nova regra acrescenta o §10 ao artigo 2º da resolução de 2018, introduzindo a determinação de que receitas apuradas em inscrições cadastrais distintas devem ser consideradas no cálculo do limite de faturamento do MEI.

 

O objetivo formal do ajuste é harmonizar critérios de apuração de receita bruta e fortalecer o controle sobre o enquadramento tributário de microempreendedores individuais, evitando fragmentação de faturamento entre pessoas físicas e jurídicas.

Reação política: parlamentares articulam revogação da medida

Segundo apuração do Portal da Reforma Tributária, parlamentares da Câmara dos Deputados já articulam medidas para derrubar a resolução aprovada pelo Comitê Gestor.

 

A preocupação dos deputados está relacionada ao impacto econômico e social da regra sobre microempreendedores individuais, que podem perder o enquadramento no MEI em razão da soma de receitas obtidas em nome pessoal. Fontes do Legislativo apontam que há movimentos para sustar os efeitos da resolução ainda em 2025, antes da entrada em vigor plena da nova interpretação.

 

Até o momento, não há posicionamento oficial do Ministério da Fazenda ou da Receita Federal sobre eventuais revisões do texto.

 

Impacto prático para o MEI

 

A inclusão de receitas de pessoa física no limite de faturamento do MEI pode resultar em:

 

Desenquadramento automático do regime simplificado para empreendedores que ultrapassarem o teto anual;

Migração obrigatória para o regime do Simples Nacional ou Lucro Presumido;

Necessidade de maior controle contábil sobre as atividades exercidas simultaneamente em CPF e CNPJ.

Especialistas alertam que a medida exige revisão das práticas de recebimento e segregação de rendimentos, especialmente para profissionais liberais que atuam como autônomos e mantêm registro ativo como MEI.

 

Situação atual e próximos passos

A resolução já está publicada no Diário Oficial da União, e sua aplicação depende da manutenção da norma pelo Comitê Gestor.

 

Caso o Congresso aprove uma proposta de sustação, a regra poderá ser revogada antes de gerar efeitos práticos sobre o faturamento do MEI.

 

Até lá, os microempreendedores devem acompanhar as atualizações normativas e, se necessário, ajustar suas declarações e controles financeiros para não ultrapassar o limite legal estabelecido.

 


Nota Oficial

 



Rádio Princesa do Cariri intensifica atuação jurídica para identificar milícia digital que denuncia em massa conteúdo oficial da emissora e interfere em sua transmissão


A Rádio Princesa do Cariri, emissora tradicional e legalmente autorizada a operar na frequência 99,1 FM, ampliou significativamente a atuação do seu setor jurídico após uma sequência de episódios que passaram a comprometer gravemente o trabalho da empresa, tanto no ambiente digital quanto no campo técnico da radiodifusão. Nas últimas semanas, a emissora se tornou alvo de ataques coordenados que geraram prejuízos diretos ao seu funcionamento, à sua imagem e ao seu relacionamento com o público.


Segundo a direção, uma milícia digital — ainda sob investigação — passou a denunciar sistematicamente todo e qualquer conteúdo publicado no Instagram oficial da Rádio Princesa, classificando postagens, lives, matérias jornalísticas e comunicados internos como fake news e conteúdo “enganoso”. O padrão de denúncias em massa ocorre independentemente do tema, do formato ou da natureza da informação publicada.


Essas ações repetidas têm provocado redução no alcance das postagens, restrições automáticas impostas pela plataforma e prejuízos diretos à comunicação institucional da emissora, que utiliza suas redes sociais como ferramenta fundamental de prestação de serviço público, cobertura jornalística e interação com os ouvintes.


Denúncias coordenadas e comportamento atípico chamaram atenção do setor jurídico


De acordo com a assessoria jurídica da Rádio Princesa, o comportamento dos perfis envolvidos nas denúncias segue um padrão tecnicamente reconhecido como ataque coordenado: ações simultâneas, repetições de denúncias com as mesmas justificativas, perfis recém-criados ou com atividade limitada, além de conexões entre usuários que apontam para um grupo organizado.


A emissora reuniu prints, relatórios de atividade, horários de ataques, lista de postagens denunciadas e análises técnicas que demonstram que as denúncias não são espontâneas, mas sim parte de uma tentativa contínua de descredibilizar a Rádio Princesa nas redes sociais.


A direção reforça que a emissora tem compromisso histórico com a verdade, com o jornalismo responsável e com a informação ética, e que jamais publicou conteúdo que se enquadre como desinformação. O ataque, segundo a rádio, ultrapassa o campo digital e adentra o território da tentativa de silenciamento institucional.


Investigações avançam junto à Polícia Civil, Polícia Federal e Ministério Público


Com base no material coletado, o setor jurídico acionou diversas autoridades. Foram abertos procedimentos junto à Polícia Civil, à Polícia Federal e ao Ministério Público, que já analisam os dados fornecidos e investigam a origem e o objetivo dos ataques. A emissora também notificou oficialmente o Instagram sobre o caso, solicitando revisão das denúncias e proteção contra abusos da ferramenta de reportar conteúdo.


A Rádio Princesa afirma que os indícios apontam para um grupo atuando de forma organizada, possivelmente com motivações políticas, embora a emissora reforce que todas as hipóteses estão sendo tratadas com cautela, respeitando o curso da investigação e as normas legais.


Interferência clandestina reforça gravidade do cenário


Além dos ataques digitais, a Rádio Princesa também enfrenta interferência ilegal em sua transmissão oficial, causada por um sinal pirata que estaria operando clandestinamente na mesma frequência. O problema foi comunicado imediatamente à Anatel e à Polícia Federal, que já investigam a origem da operação clandestina.


A presença desse sinal irregular acentuou a preocupação da emissora, que vê na soma dos ataques — digitais e técnicos — um movimento coordenado para fragilizar o trabalho da Rádio Princesa e prejudicar seu alcance entre os ouvintes.


Compromisso com a verdade e com a radiodifusão legal


Frente aos ataques, a Rádio Princesa do Cariri reafirma sua postura ética e seu compromisso absoluto com a verdade. A emissora destaca que segue rigorosamente as normas técnicas exigidas pela Anatel, cumpre sua função jornalística com responsabilidade e mantém um histórico de credibilidade reconhecido por toda a região.


“O que estamos enfrentando não é apenas uma tentativa de prejudicar um veículo de comunicação: é um ataque ao direito da população de ter acesso à informação segura, correta e livre de manipulações”, afirmou a assessoria jurídica em nota. “Seguiremos firmes. A verdade sempre prevalece.”


“Os responsáveis serão descobertos”


A rádio se mantém colaborando com as autoridades e reforça que, tão logo os responsáveis sejam identificados formalmente, todas as medidas judiciais cabíveis serão adotadas. A direção informa ainda que novos dados estão sendo levantados diariamente e enviados aos investigadores.


“Não vamos recuar. A Rádio Princesa do Cariri continuará informando com seriedade, responsabilidade e compromisso com a comunidade. Quem atua na ilegalidade será responsabilizado conforme a lei”, concluiu a emissora.

Adolescência dura até os 30 anos? É o que diz este novo estudo

 cérebro passa por cinco fases distintas ao longo da vida, marcadas por pontos de virada aos 9, 32, 66 e 83 anos, segundo um amplo estudo conduzido por cientistas da Universidade de Cambridge.

A pesquisa, publicada hoje na revista Nature Communications, analisou exames cerebrais de cerca de 4 mil pessoas, de crianças a idosos de até 90 anos, e mostrou que nosso órgão mais complexo segue um ciclo de mudanças profundas — e nada lineares.

Os pesquisadores afirmam que compreender essas transições ajuda a explicar por que o risco de transtornos mentais e demência varia tanto entre as fases da vida. “O cérebro se reconfigura o tempo todo, fortalecendo e enfraquecendo conexões”, explicou à BBC a neurocientista Alexa Mousley.

Transições do desenvolvimento à vida adulta

  • A infância, até os 9 anos, é marcada por crescimento acelerado, mas também por uma poda intensa de conexões.
  • A partir daí, inicia-se a adolescência — uma fase de eficiência máxima da rede cerebral que, segundo o estudo, se estende surpreendentemente até os 32 anos. É também o período mais vulnerável a transtornos mentais.
  • Dos 32 aos 66 anos, o cérebro entra em sua fase mais longa: a idade adulta, marcada por estabilidade. A eficiência atinge seu auge no início dos 30 e, depois disso, começa uma leve reversão, acompanhada de um “platô” cognitivo e comportamental.

As mudanças da velhice

O envelhecimento precoce começa aos 66 anos, com o cérebro funcionando em redes mais segmentadas. Aos 83, tem início a fase final, caracterizada por mudanças similares, mas mais intensas.

Para a professora Tara Spires-Jones, da Universidade de Edimburgo, o estudo “destaca o quanto nossos cérebros mudam ao longo da vida”, embora as idades não sejam iguais para todos.


Fonte: Olhar digital

Falha na Cloudflare: partes da internet estão fora do ar nesta terça-feira

 



Um problema técnico na Cloudflare deixou partes da internet fora do ar na manhã desta terça-feira (18). A empresa fornece serviços de segurança e conectividade para sites e aplicativos.

Usuários de plataformas que usam a infraestrutura – como X, ChatGPT, Letterboxd e até o Olhar Digital – experienciaram uma mensagem de erro na tela (imagem acima), que impedia o acesso.

A empresa afirmou que já identificou origem do erro e está trabalhando para reestabelecer os serviços afetados.

Reclamações da Cloudflare aumentaram

O problema parece ter começado por volta das 8h15 (horário de Brasília). O Downdetector, site que monitora o funcionamento de plataformas e apps, registrou um aumento nas queixas a partir deste horário. Às 9h, já eram mais de 3.500 reclamações.

Os problemas mais citados são a conexão com o servidor (72%), DNS (15%) e domínios (13%). A sigla DNS significa Sistema de Nomes de Domínio e corresponde ao “nome” dos sites (como www.olhardigital.com.br).


O que diz a Cloudflare?

A Cloudflare mantém uma página de status, por onde atualiza o funcionamento de seus servidores. A empresa escreveu que se trata de um erro generalizado que está afetando vários clientes e que estava investigando o problema.

Às 9h21, uma atualização dizia que estava “observando uma recuperação dos serviços, mas os clientes podem continuar a notar taxas de erro acima do normal enquanto continuamos nossos esforços de correção”. Em seguida, a empresa escreveu que está trabalhando com os provedores terceirizados para entender o impacto da falha e mitigá-la.

Às 10h09, a Cloudflare afirmou que o problema foi identificado e uma correção estava sendo implementada. Já às 10h13, escreveu fez mudanças que permitiram que seus sistemas se recuperassem e que as taxas de erro voltaram aos números anteriores ao incidente.

Ao Olhar Digital, a Cloudflare afirmou que observou um “pico de tráfego incomum” em seus serviços por volta das 8h20 (horário de Brasília), o que fez com que parte do tráfego que passava por sua sede (na Califórnia, nos Estados Unidos) apresentasse erros.

A empresa admitiu que ainda não sabe a causa do aumento repentino do tráfego e que, por ora, o foco é garantir que os serviços afetados sejam reestabelecidos. Depois, a Cloudflare vai investigar a origem do problema.

O que é a Cloudflare?

A Cloudflare é uma empresa que fornece serviços de segurança e conectividade para sites e aplicativos na internet. Na prática, a companhia usa uma rede global de data centers para distribuir o conteúdo em diferentes partes do mundo, o que melhora a velocidade do carregamento e oferece mais proteção para os sites.

Plataformas que utilizam os serviços da empresa são justamente as que ficaram foram do ar nesta terça-feira. X, ChatGPT, Canva, Letterboxd e até o Olhar Digital apresentaram falhas.

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