Ataque dentro de escola em Tianguá deixa diretor e mulher feridos a faca; aluno adolescente foi apreendido





 Momentos de tensão, pânico e desespero marcaram a noite desta terça-feira, 10 de fevereiro, na Escola Estadual Monsenhor Aguiar, localizada na Rua Teófilo Ramos, no centro do município de Tianguá, na 


Serra da Ibiapaba. Um diretor da unidade e uma mulher ficaram feridos após serem atacados com golpes de faca dentro da própria escola.


Segundo informações preliminares, o suspeito é um aluno adolescente, que teria entrado na instituição portando uma arma branca e se dirigido diretamente à sala da direção. No local, ele teria desferido os golpes contra o diretor e atingido também a mulher que estava presente no momento do ataque. Até o momento, não há confirmação oficial se a segunda vítima integra o corpo docente ou o núcleo gestor da escola.


De acordo com relatos de estudantes, o episódio provocou correria, gritos e grande desespero dentro da unidade escolar. Muitos alunos ficaram assustados com a violência da ação, que aconteceu no período da noite, quando ainda havia pessoas no interior da escola.


Equipes da Polícia Militar foram acionadas imediatamente, assim como o socorro médico. As vítimas receberam os primeiros atendimentos ainda no local e, em seguida, foram encaminhadas ao hospital do município. Até a última atualização, o estado de saúde do diretor e da mulher ferida não havia sido oficialmente divulgado.


O adolescente foi apreendido por policiais militares e conduzido à Delegacia Municipal de Tianguá, onde foram realizados os procedimentos legais cabíveis. Conforme relato da mãe do jovem, ele sofreria de esquizofrenia, informação que ainda será apurada e confirmada oficialmente pelas autoridades competentes.


O caso será investigado pela Polícia Civil, que busca esclarecer as circunstâncias, a motivação do ataque e eventuais responsabilidades. A ocorrência segue em andamento, e novas informações poderão ser divulgadas a qualquer momento conforme o avanço das investigações.

Crato soma mais de 94 mil eleitores a nove meses das eleições




A nove meses do próximo pleito eleitoral, o município do Crato já contabiliza um eleitorado expressivo de 94.324 eleitores aptos a votar, conforme dados do Sistema Elo, atualizados em 9 de fevereiro de 2026.


De acordo com a 27ª Zona Eleitoral, o município conta atualmente com 91 locais de votação, distribuídos em 378 seções eleitorais, estrutura que atende toda a zona urbana e rural da cidade. O número reforça a importância do Crato no cenário político regional e estadual, sendo um dos maiores colégios eleitorais do Cariri.


A Justiça Eleitoral no município funciona na Sede da 27ª Zona Eleitoral, localizada na Rua Teodórico Teles Neto, s/n, bairro Mirandão, CEP 63125-220. O atendimento ao público ocorre das 8h às 14h, de segunda a sexta-feira.


A zona eleitoral tem como Juiz Eleitoral o doutor Matheus Pereira Júnior, e como Chefe de Cartório José Gilson Andrade da Silva. Para informações, o eleitor pode entrar em contato pelo telefone (85) 3453-3527 ou pelo e-mail ze027@tre-ce.jus.br

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Com a proximidade do período eleitoral, a Justiça Eleitoral reforça a importância de que os eleitores mantenham seus dados atualizados, regularizem eventuais pendências e fiquem atentos aos prazos do calendário eleitoral, garantindo assim o pleno exercício da cidadania nas eleições que se aproximam.


Fonte: Sistema Elo – Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE).

Juazeiro do Norte reúne cerca de 199 mil eleitores a menos de um ano das eleições



Com o calendário eleitoral avançando, Juazeiro do Norte se consolida como um dos maiores colégios eleitorais do interior do Ceará. Dados recentes da Justiça Eleitoral indicam que o município soma aproximadamente 199 mil eleitores aptos, número que reforça o peso político da cidade no Cariri e no cenário estadual.


Do total de eleitores aptos, 190.676 já realizaram o cadastramento biométrico, o que corresponde a 95,77% do eleitorado. Outros 8.425 eleitores (4,23%) ainda não possuem biometria, percentual considerado baixo, mas que segue no radar da Justiça Eleitoral para fins de regularização.


Em relação à obrigatoriedade do voto, a maior parte do eleitorado juazeirense, 172.795 pessoas, está enquadrada no voto obrigatório. Já 26.306 eleitores têm o voto facultativo, grupo que inclui jovens entre 16 e 17 anos, idosos acima de 70 anos e cidadãos não alfabetizados.


A organização eleitoral no município é dividida entre duas zonas. A 28ª Zona Eleitoral, com sede em Juazeiro do Norte, é responsável por 51 locais de votação, distribuídos em 279 seções, atendendo 80.859 eleitores. Já a 119ª Zona Eleitoral administra 56 locais, com 375 seções eleitorais, alcançando 118.250 eleitores. No total, o município conta com 107 locais de votação e 654 seções eleitorais.


A 28ª Zona Eleitoral tem como Juiz Eleitoral o doutor Djalma Sobreira Dantas Júnior, e como Chefe de Cartório Patrícia Vieira Pereira Minami. O cartório funciona das 8h às 14h, na Rua Interventor Erivano Cruz, nº 75, bairro Centro, CEP 63010-010. O contato pode ser feito pelo telefone (85) 3453-3528 ou pelo e-mail ze028@tre-ce.jus.br

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Já a 119ª Zona Eleitoral, que também atende o município de Jardim, tem sede em Juazeiro do Norte e conta com Juíza Eleitoral Samara de Almeida Cabral Pinheiro de Sousa, tendo como Chefe de Cartório Wendell de Oliveira Freire. O telefone de contato é (85) 3453-3619.


Com a aproximação do período eleitoral, a Justiça Eleitoral reforça a orientação para que os eleitores acompanhem os prazos oficiais, mantenham a situação eleitoral regular e busquem os cartórios em caso de dúvidas, assegurando participação plena e consciente no processo democrático.

Carnaval: Crato compromete mais de R$ 1,1 milhão em cachês enquanto serviços básicos agonizam

 Carnaval: Crato compromete mais de R$ 1,1 milhão em cachês enquanto serviços básicos agonizam

Em meio a uma realidade marcada por filas na saúde, ruas esburacadas, escolas carecendo de estrutura e comunidades inteiras cobrando ações mínimas do poder público, a Prefeitura do Crato decidiu abrir os cofres e destinar R$ 1.120.000,00 em recursos públicos exclusivamente para a contratação de atrações musicais para o Carnaval “Crato – Estação da Folia 2026”. Os valores, oficializados por meio de extratos de contratos publicados entre os dias 28 e 30 de janeiro, revelam um modelo de gestão que prioriza o espetáculo enquanto empurra para segundo plano as urgências da população.

As contratações, todas realizadas por inexigibilidade de licitação, amparadas no artigo 74, inciso II, da Lei nº 14.133/2021, incluem artistas de renome nacional, com cachês que variam de R$ 120 mil a R$ 400 mil por apresentação. Legalidade, neste caso, não significa legitimidade social.

💸 Os contratos que pesam no bolso do contribuinte

Em menos de uma semana, o município firmou quatro contratos:

Taty Girl – R$ 400.000,00

Jorge Aragão – R$ 400.000,00

Felipão & Forró Moral – R$ 200.000,00

Raied Neto – R$ 120.000,00

Todos os contratos foram assinados pelo representante da contratante, Antonio Morais Brito, com vigência de 60 dias, utilizando a mesma dotação orçamentária. O que chama atenção não é apenas o montante, mas a concentração de recursos em poucos dias de festa, sem qualquer detalhamento público sobre retorno econômico, impacto no turismo ou benefícios diretos às comunidades locais.

🚨 Festa garantida, serviços essenciais adiados

Enquanto o palco é montado e o som é testado, o cidadão cratense segue enfrentando:

unidades de saúde com falta de profissionais e medicamentos;

escolas que ainda aguardam manutenção básica;

bairros com problemas crônicos de saneamento e pavimentação;

demandas sociais que se acumulam sem resposta efetiva.

A pergunta que se impõe é simples e incômoda: como justificar um gasto milionário com entretenimento quando direitos básicos seguem sendo tratados como secundários?

⚖️ Inexigibilidade não é cheque em branco

A legislação permite a contratação direta de artistas por exclusividade, mas não obriga o gestor a gastar valores elevados, nem o exime do dever de demonstrar razoabilidade, economicidade e interesse público. A ausência de estudos técnicos divulgados, de critérios comparativos de mercado e de planejamento financeiro transparente levanta suspeitas sobre a real motivação das escolhas.

Além disso, não há informações públicas sobre:

contrapartidas sociais dos artistas;

investimento em artistas locais;

políticas de democratização do acesso aos recursos culturais;

estimativas claras de retorno financeiro ao município.

🎭 Cultura ou marketing político?

Eventos festivos são frequentemente utilizados como vitrines políticas. Shows grandiosos rendem palcos cheios, imagens para redes sociais e discursos otimistas — mas não resolvem os problemas estruturais da cidade. O risco é transformar o Carnaval em ferramenta de autopromoção, financiada integralmente pelo dinheiro do contribuinte.

A cultura, quando tratada com seriedade, deve ser política pública contínua, descentralizada e inclusiva — não um produto caro concentrado em poucos dias, enquanto artistas locais sobrevivem à margem e equipamentos culturais permanecem subutilizados.

🧾 Transparência que não convence

Embora os extratos cumpram formalmente a exigência de publicidade legal, a forma como os contratos são apresentados não responde às perguntas centrais da sociedade. Publicar valores não significa explicar escolhas. Transparência real exige diálogo, prestação de contas e justificativas técnicas claras.

📢 O papel do controle social

Diante dos números, cabe à Câmara Municipal, ao Ministério Público, aos órgãos de controle e à própria sociedade civil acompanhar de perto esses gastos. O silêncio institucional diante de cifras tão expressivas pode ser interpretado como conivência.

O dinheiro usado para pagar cachês milionários não pertence ao gestor, nem ao artista — pertence ao povo. E o povo tem o direito de questionar, cobrar e exigir explicações.

❓ A pergunta que fica

Em uma cidade com demandas urgentes e orçamento limitado, é aceitável gastar mais de R$ 1,1 milhão com shows enquanto problemas básicos persistem?

O Carnaval passa em poucos dias. As consequências das escolhas orçamentárias, não.

Mais do que legal, a decisão precisa ser ética, responsável e socialmente justificável. Até agora, essas respostas ainda não foram dadas.