CRATO ENTRA NA MIRA DE MEGAOPERAÇÃO CONTRA FRAUDES ELETRÔNICAS E LAVAGEM DE DINHEIRO QUE BLOQUEOU R$ 103 MILHÕES

 



CRATO ENTRA NA MIRA DE MEGAOPERAÇÃO CONTRA FRAUDES ELETRÔNICAS E LAVAGEM DE DINHEIRO QUE BLOQUEOU R$ 103 MILHÕES

O município de Crato, na região do Cariri, foi alvo nesta quarta-feira, 13 de maio, de uma grande operação interestadual que investiga um esquema milionário de estelionato por fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. A ação resultou no cumprimento de mandado de busca e apreensão na cidade e no bloqueio judicial de aproximadamente R$ 103 milhões em ativos financeiros ligados aos investigados.

A megaoperação foi coordenada pela Polícia Civil da Bahia e mobilizou forças de segurança em diversos estados brasileiros. Além do Crato, as diligências ocorreram em Eunápolis, principal foco da investigação, além de Goiânia, Recife e São Paulo. Ao todo, foram expedidas 11 ordens judiciais.

Segundo as investigações, o grupo criminoso utilizava técnicas sofisticadas de engenharia social para aplicar golpes em vítimas de várias regiões do país. O esquema começava com o envio de mensagens falsas informando supostos bloqueios de contas bancárias. Ao clicar nos links enviados pelos criminosos, as vítimas eram levadas para páginas fraudulentas, onde acabavam fornecendo dados bancários e informações sigilosas.

Com acesso aos dados, os suspeitos conseguiam invadir contas bancárias e realizar transferências ilegais, principalmente através do sistema Pix. Para dificultar o rastreamento do dinheiro, os valores eram rapidamente distribuídos entre contas de terceiros, conhecidos como “laranjas”, e posteriormente reinseridos no sistema financeiro por meio de empresas de fachada e até familiares ligados aos investigados.

A operação contou com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, através do Ciberlab, além das Polícias Civis do Ceará, Pernambuco, Goiás e São Paulo, demonstrando a dimensão nacional da investigação.

As autoridades destacam que os investigados poderão responder por crimes de estelionato mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem ultrapassar 20 anos de prisão.

A presença do Crato entre os alvos da operação chama atenção para o avanço das investigações contra crimes cibernéticos no interior do Nordeste e reforça o alerta sobre os riscos de golpes digitais cada vez mais sofisticados que atingem milhares de brasileiros diariamente.

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