AUMENTO NA CONTA DE LUZ REVOLTA CEARENSES E EXPÕE PESO DOS IMPOSTOS NO BOLSO DA POPULAÇÃO

 



A decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de autorizar um reajuste médio de 5,78% nas tarifas da Enel Distribuição Ceará acendeu o alerta e a indignação entre consumidores no Ceará. O aumento, que já está em vigor desde o dia 22 de abril, pesa ainda mais no orçamento das famílias, especialmente em um cenário econômico em que a inflação não acompanha esse ritmo de alta.

Para os consumidores residenciais e pequenos comércios — que representam cerca de 86% dos clientes — o reajuste foi de 4,67%. Já para indústrias e grandes estabelecimentos, o aumento chegou a 9,61%. Na prática, isso significa mais pressão sobre o custo de vida e também sobre a produção, o que pode refletir em novos aumentos em cadeia.

Segundo a Aneel, o reajuste foi motivado por fatores como o aumento dos encargos setoriais, principalmente a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), além dos custos maiores com a compra de energia, influenciados por um regime hidrológico desfavorável. Também pesou o fim de descontos temporários aplicados no ano passado, que ajudavam a segurar os preços, mas que agora deixaram de existir.

CRÍTICA: POPULAÇÃO PAGA A CONTA DE UM SISTEMA CARO E CHEIO DE IMPOSTOS

O que revolta ainda mais os consumidores é o peso dos impostos embutidos na conta de energia — um serviço essencial que move o país. É inaceitável que, em um momento de dificuldades econômicas, o governo permita aumentos acima da inflação e mantenha uma carga tributária tão elevada sobre algo básico.

Hoje, os impostos e encargos representam, em média, entre 18% e mais de 30% do valor total da conta de luz, podendo chegar próximo de 40% em alguns casos. O principal vilão é o ICMS, imposto estadual, seguido por tributos federais como PIS e COFINS, além da taxa de iluminação pública cobrada pelos municípios.

Mesmo após a limitação do ICMS pela Lei Complementar 194/2022, que estabeleceu teto entre 17% e 18%, a conta continua pesada. Já os tributos federais, como PIS/COFINS, giram em torno de 9,25%, variando mês a mês.

UMA VERGONHA PARA O PAÍS

Diante desse cenário, cresce o sentimento de revolta: é uma vergonha que o governo cobre tantos impostos sobre a energia elétrica, um serviço essencial para a vida moderna e para o funcionamento da economia. Enquanto o cidadão luta para pagar suas contas, segue arcando com um sistema caro, complexo e que penaliza justamente quem mais precisa.

No fim das contas, o resultado é sempre o mesmo: o consumidor paga mais, enquanto o peso da carga tributária continua sendo empurrado para a população.




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